![]() O bailarico moderno dos Paco Hunter 07-02-2010 Imagine-se que na vez do rio Douro era o Mississípi a correr pelas margens do Porto e de Gaia. Imagine-se o Hino Nacional na melancolia sonora de um Leonard Cohen ou na voz tarimbada de um Neil Young. Imagine-se um fado na harmonia característica de um Arto Lindsay ou de um Johnny Cash. Isto e muito mais são os Paco Hunter, um projecto musical formado quase acidentalmente pelos irmãos Paulo Zé Pimenta e Zé Nando Pimenta, em 2008, no decorrer de um Verão no Algarve e que tem recolhido os mais rasgados elogios da crítica. 'Estávamos de férias, uma tarde começámos a tocar de improviso e de repente as músicas começaram a surgir umas a seguir às outras', começa por explicar Paulo Pimenta. Daí até perceberem que havia material mais do que suficiente para um disco foi um salto. 'Nós já andávamos a ameaçar', afirma o músico, entre risos, que reconhece que este é o trabalho dos irmãos Pimenta mais acessível, pop e até humorístico: 'Acho que somos corajosos em fazermos aquilo que nos dá na cabeça.' O primeiro disco dos Paco Hunter, ‘Nº 1 on Acapulco’, já disponível no mercado, conta com 20 temas originais e, a partir do próximo dia 12, pode ser ouvido num local perto do si. Os Paco Hunter actuam no Maxime, em Lisboa, a 19 do corrente mês mas antes disso a dupla passa, no dia 12, por Aljustrel e a 13 pelo Espaço Celeiros, em Évora. Seguem-se Guimarães (12 de Março), Coimbra (26 de Março), Vila Real (22 de Abril) e Portalegre (24 de Abril). INFLUÊNCIA AMERICANA Satisfeito com a recepção aos Paco Hunter, Paulo diz que este é um projecto que tem agradado a todos. 'O pessoal tem dado um pé-de-dança. Os nossos espectáculos são uma espécie de bailarico moderno', conta o músico, que explica que as notórias influências norte-americanas se devem também ao facto de terem vivido nos EUA cinco anos. Miguel Azevedo | ||
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