![]() Histórias de Bastidores: Narrativas místicas 07-02-2010 Era fã dos Waterboys. Despertei para uma série de sensações a partir do álbum ‘This is the Sea’, notáveis memórias de um adolescente com o sangue em alvoroço. Por isso, quando, no Verão de 2005, entrevistei Mike Scott, foi como que um retorno às paixões protagonizadas ao som de ‘Whole of the Moon’. Sintonia garantida ao primeiro olhar, começou por me explicar o título do então novo álbum da banda, ‘Karma to Burn’: "‘Karma’ é uma palavra do sânscrito conectada com a ideia reflectida no ditado popular: ‘Assim como fizeres, assim acharás’. Se nós praticarmos o bem, temos o bem, se fizermos o mal, recebemos o mal. Talvez não de imediato e na mesma forma de expressão mas no mesmo grau. No final, o amor que recebes é igual ao amor que fazes." Ouvia-o como se me ouvisse a mim, como se ele – que durante três anos consecutivos viveu numa comunidade espiritual na Escócia – fosse eu, ‘To Close to Heaven’ a bater compassado na mente, como se o céu fosse já aqui e a paz possível em permanência. Ele confirmou: "Temos uma rara conexão com o poder da Natureza, fonte de inspiração." De repente, o mar ali à frente, "adoro Portugal, o concerto que demos na Expo’98 foi memorável, os portugueses muito fervorosos e apaixonados. Só têm um senão". Senão? "Fumam muito. Nunca vi tanta gente junta a fumar." José Manuel Simões, Jornalista | ||
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